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Pacheco Fernandes

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RELEASE Antes
de tudo, o porquê do nome Pacheco Fernandes. Em 1959, um ano antes da
inauguração da nova Capital Federal, operários da Construtora Pacheco
Fernandes Dantas Ltda, devido à péssima condição da comida e aos
maus-tratos a que estavam sujeitos, iniciaram o que poderíamos
identificar como a primeira manifestação social em defesa dos direitos
trabalhistas em Brasília, reivindicando melhores condições no
acampamento da Construtora. Durante o Carnaval, a água
foi cortada para que os operários não tomassem banho,
impedindo-os de se divertirem na zona de cabarés da Cidade Livre. No sábado
de Carnaval, a gota d’água. Os operários, hoje chamados de
Candangos, jogam a comida estragada no pátio do alojamento, e inicia-se
o massacre. Policiais do Governo, recrutados entre os mais grotescos e
violentos homens da região (GEB), chegam ao alojamento atirando de
maneira covarde e brutal. Na época, os jornais no Brasil anunciaram
oficialmente apenas uma morte, mas populares que assistiram ao massacre
ou que dele escaparam afirmam com toda convicção que ocorreram mais de
cem mortes, além de feridos.
No filme, Conterrâneos Velhos de Guerra, de Vladimir Carvalho,
este massacre é abordado e nele há também uma entrevista com o
arquiteto Oscar Niemeyer e
o urbanista Lúcio Costa,
que negaram a todo custo a existência do massacre, mesmo com a divulgação
do episódio realizada pelos jornais da época. E o pior, ao ser
perguntado insistentemente por Vladimir a respeito de sua reação caso
tivesse sabido do massacre
na época, Lúcio Costa disse que “Não teria dado a menor importância.
Nenhuma. Isso são episódios. Do ponto de vista da construção da
cidade, isso são episódios, não tem a menor importância”,
revelando com essas palavras que a História oficial da humanidade é a
história dos chamados “heróis”, daqueles que representam a ordem
estabelecida, enquanto aqueles que verdadeiramente ergueram as civilizações
são relegados ao esquecimento total. Pacheco
Fernandes simboliza a luta do povo brasileiro pela sobrevivência, pela
busca de sua identidade. É o grito de desespero, mas também de revolta
contra as injustiças entre os homens. É difícil condicionar a banda a
uma única proposta, no entanto, podemos dizer que pretendemos, entre
outras coisas, criar uma “arqueologia-sócio-musical” resgatando a
história viva de nossa cidade, de modo à inter-relacionar o
microcosmos (Distrito Federal) e o macrocosmos (Universo). Formada no ano de 2001, a Pacheco Fernandes se propõe a fazer um som atual, próprio e com elementos que mesclem a musicalidade brasileira com as diversas linguagens musicais, tais como o rap, a música eletrônica, o rock alternativo etc. Como todo processo musical conectado com o mundo, somos uma banda em constante transformação e, como nunca é demais lembrar, estamos interessados em produzir um som próprio e à altura da importante tradição musical brasileira. *
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Vladimir Carvalho (Cineasta) Pacheco
Fernandes é: Marcelo
Pitty (bateria e percussão) Dj
Django (pick-up e vocal de apoio) Nêgo
Black (percussão e
gritos) Serjão
(contrabaixo e silêncio) Marcão (guitarra e ruídos)
Contatos:
(61) 376-8102 (Cesar d'Paula)
(61) 378-5344/96494475 (Marcelo Pith)
E-mail: pachecofernandes@yahoo.com.br
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