O segundo dia do festival tocaram
Síndrome do Caos (DF), República Djou (SP), João
Ninguém (DF), Brazilian Blues Band (DF), Os Cachorros das
Cachorras (DF), Supla (SP), Bugs (RN), Rumbora (DF), Lata de Doido
(DF), Carbona (RJ), Nancyta e os Grazzers (BA), Marcelo D2 (RJ),
Flores Indecentes (GO), Cachorro Grande (RS), Etno (DF) e O Rappa
(RJ). Neste dia teve o público maior do Porão do Rock,
também era do dia do Rappa e Marcelo D2 que realmente balançaram
a galera.
Bom, Marcelo D2 detonou, sem comentários,
o vocalista do Planet Hemp fez um som espetacular, misturando eletrônico
com rock, foi o delírio. Com uma disposição
de criança, Marcelo D2, que faz em média 16 shows
por mês, cantou grandes sucessos e incendiou a platéia
do Porão.
“D2 arrebenta!!!! Galera, o show foi ducaralho, meu irmão...que
isso? subiu uma mina (da platéia) no palco, e duetou com
o D2. ela teve seus minutos de fama, aheeee! foi massa! até
que a guria manda bem...mas depois pintou um clima... será
que ela vai sair do palco/” (por Luiza A)
O Rappa para muitos fãs foi um pouco fraco,
pareceu que, depois da queda de energia elétrica, o Rappa
apagou junto, começou desesperadamente tocar os sucessos
na moda "vamos acabar com isso" e sem bis, terminaram
o show, lógico, uma banda como o Rappa teve grandes momentos,
"Me deixa", "A minha alma", "Pescador de
ilusões" e "Hey Joe" foram únicos,
levantaram a poeira e foi o delírio do público.
Síndrome do Caos começou no ritmo
do dia, tocaram muito bem, apesar de não ter alguma dezena
de pessoas. "Do caos a Lama" foi um dos melhores covers
do festival.
Enquanto isso no outro palco, República Djou
mandou muito tocando um ritmo bem legal, empolgante e dançante,
a banda de Sampa agradou bastante.
A banda João Ninguém misturou Jazz,
MPB e Rock, o resultado ficou ótimo, lembrando a idéia
do Circo voador no Rio de Janeiro no começo da década
de 80, por sinal, que show bom...
Brazilian Blues Band fez o público cantar,
músicas "Marginal" e "Aumenta que Isso aí
é rock'n'roll" escutava-se de longe, taí, a banda
empolgou muito o festival.
Claro que Os Cachorros das Cachorras surpreenderam,
seria novidade se não, com um desentupidor de pia como "tapa-sexo"
segurando um guarda-chuva quebrado o vocalista Cafagérson
empolgou o público, a banda tocou sons regionais que animou
a todos.
Agora foi a parte feia do Festival, Supla entrou
empolgado, parecia ser um bom show, mas a recepção
de Brasília foi bem “calorosa”, o objeto jogado
no baterista da banda foi certeiro, acertou a cabeça do baterista
Zé, levado as pressas para o socorro, a banda tocou
apenas 2 músicas. “Estava ansiosa para o show do Papito,
para quem não conhece: Supla. Pois bem, logo quando cheguei
no final da segunda música do charada, aconteceu um fato
que chocou todos e inclusive os fãs. O baterista levou uma
pedrada, vocês acreditam? é isso mesmo uma pedrada
no meio da testa... moral da história: rolou um puta sermão,
o papito saiu furioso, não assistimos o show e além
do mais Brasília continua mantendo a fama de capital da baixaria.
Que merda!!!” (por Luiza A)
A banda Bugs, às pressas entrou no palco,
ninguém imaginava que algum asno interrompesse o show do
Supla, o show foi um pouco apagado com o incidente, a banda do Rio
Grande foi prejudicada com o ocorrido anteriormente, mas fizeram
um bom rock alternativo.
A representante da organização do Porão foi
a banda Rumbora, sempre empolgando o público,
tocaram covers "Dancing with myself" do Billy Idol e "War
pigs" do Black Sabbath e receberam os convidados Natinho (Radical
sem dó) e Digão (Raimundos), o show foi muito importante
para o reinicio das atividades do festival.
A banda Lata de Doido mostrou bastante personalidade
mas não empolgou muito o público, ouviram-se vozes
de Capotones no meio da platéia exigente do 2º dia.
O incidente do Supla foi superado, de fato, quando entrou
a banda Carbona, arrebentaram em palco, o show
foi delirante, um dos melhores shows da noite, tocaram cover de
"Rockaway Beach" dos Ramones, a galera foi só sorrisos,
pediram músicas do começo ao fim, resultando em uma
grande apresentação.
Nancyta e os Grazzers foi um outro show que surpreendeu,
cantaram o cover de "Ace of Spades" do Motorhead, mostrou
um som bem pesado e legal de escutar.
Goiânia trouxe sua banda também, Flores Indecentes
tocou seu indie e foi bem aceita pela galera, a pose da vocalista
agradou o público masculino.
A banda apadrinhada do Lobão, Cachorro
Grande tocou seu rock1'n'roll, com alguns sucessos de vídeos
clips da banda, a platéia curtiu o som com empolgação,
tocaram um cover dos Beatles "Helter Skelter" com Lobão
e "Charlotte Grawpine" com o vocalista Fabrício
do MQN, finalizando com um "bundalêlê".
Etno sons regionais, instrumentos pesados, assim
é o Etno, apesar da espera do Rappa, o show foi muito bom
e muito legal, a sonoridade da banda melhorou muito, agradou todos
que viram.
Foi isso ai, o Porão mais uma vez um sucesso e a Ong mais
uma vez de parabéns, o Porão do Rock é o monstruário
das bandas de Brasília e da região, aguardaremos versão
2005
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