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  Em sua sétima edição EM 2004, Porão do Rock reafirma receita de sucesso: diversidade com qualidade  
  por edx, monikka Iglesias (1º dia) e PIg face e Luíza A (2º dia)  
     
  1º dia: 17/08/2004  
     
    O Porão do Rock 2004, o maior festival de bandas do Distrito Federal, contou com uma grandiosa estrutura definida por dois palcos; as bandas agitaram o público no primeiro dia foram elas: Flashover (DF), D+Spero (DF), Lava (SP), Nomes Feios (DF), Khallice (DF), Elétrika (MG), Korzus (SP), Death Slam (DF), Celso Salim (DF), Innocent Kids (DF), Autoramas (RJ), Totem (DF), Peligro (EUA), Switch Stance (CE), Os Cabeloduro (DF), Galinha Preta (DF) e CPM 22 (SP). O primeiro dia foi bom, o publico mais jovem estava para ver a banda CPM 22, as pessoas mais experientes queiram ver o que o Peligro tinha para mostrar, afinal, o cara é o baterista do Ded Kennedys. No geral, o publico sentiu falta do selo Protons, onde foi parar as bandas do selo?

D.H. Peligro (ex-baterista da Banda Ded Kennedys) já teve um som mais pesado, não agradou tanto a galera de Brasília, particularmente, as pessoas do site gostaram, o baterista Steve Wilson foi a atração da Banda.

Flashover com seu Thash Metal já começou arrebentando no festival, fez a galera pular logo no começo, comemorando também o aniversário do vocalista e baixista Daniel.

D+Spero mostrou muita personalidade com apenas um ano de banda, com a mistura de hip-hop com rock a banda D+Spero estreou muito bem o palco Brasil, com cinco músicas que levantaram o publico.

Lava, hummm... Lava, a banda contou com um singelo guitarrista homem, Danilo, bendito o fruto no meio de mulheres ensandecidas por rock, o som Punk indie das moças não foi dos mais empolgantes, mas o entusiasmo da banda valeu o comentário.

O hardcore da banda Nomes Feios foi indescritível, empolgando os todos os punks no primeiro dia do festival, o destaque na noite foi a música "Bonde do Bode" que sacaneia o Bonde do Tigrão.

A banda Khallice foi muito reverenciada pelo público, mas mostrou alguns erros, mas, como todo mundo erra, não apagou o seu brilho, claro, com músicos renomados, o Khallice se saiu muito bem.

Totalmente chic Elérika volta da França com cover de System of a down "Chop Suey!" e com uma versão de "Sweet dream" do Eurythmics, mais para Marilyn Manson entenderam? Heheh, por ai, o show foi muito legal, o público adorou.

Korzus de Sampa alucinou em palco, tradicionalmente com seu som pesado, a banda tocou além de sucessos novos e antigos, o cover da anda Slayer "Raining blood", segura... suas guitarras destruíram.

Death Slam de Taguatinga mostrou o que é o Underground, mostrou sua personalidade de sempre e agitou a galera do Porão do Rock, com 14 anos de cena, o Death Slam tocou algumas músicas do seu recente disco "Jesus Cristo Comércio e Representações LTDA" que foram sucesso absoluto.

"Celso Salim fez um show muito bom, mas nada de excepcional: quando você é "O grande guitarrista de blues de Brasília" fazer bem é o que você já faz, convenhamos não impressiona muito. Até porque eles tocaram depois de uma seqüência 'dumal' de bandas porrada." (por Monikka).

Innocents Kids tocou 12 sons "the flash" mas empolgou, essa banda, que tem integrantes de Brasília e do Guará, tocaram sucessos como "Your Mistake" do Agnostic Front e "Pau no Cu do Capitalismo em Posições Obscenas" que por sinal não estava no roteiro, resultado: Pura adrenalina.

"Autoramas, Autoramas, Autoramas.... porquê que eu não consigo esquecer do LITTLE QUAIL? Simples. porque eu sou uma velha saudosista. Muito bom show, eu mesma sempre digo que uma boa banda brasileira tem que ter estrada, ou seja, shows no currículo. é o caso sem dúvida da banda do Gabriel (e do bacalhau, ex planet, e a Simone do Valle que toca baixo). Muito performáticos , fizeram um show massa e divertido . devo comprar o cd a assim que possível." (por Monikka ).

Totem foi o esperado, melodias trabalhadas e uma grande performance. As letras mórbidas da banda que fala de morte, política e angustia são um tempero de sucesso, o público atento, cantou e dançou em uma roda.

A banda do Ceará, Switch Stance, mostrou que lá tem rock de primeiríssima qualidade, sem perder tempo, a banda mostrou músicas muito boas como "Medo" e "Sendo Sincero", essas por sinal deixou todos de boca aberta, o hardcore melódico tomou conta do Porão.

Com o novo vocalista, Salsicha (ex-mascavo) Os Cabeloduro voltaram, o publico achou estranho, pois Marcelo não se saiu muito bem com as músicas antigas da banda, mas, fizeram um bom show, nas músicas novas tiveram uma performance melhor.

Galinha Preta divertiu o público, cantou com muito humor para espantar a seriedade do festival, o show foi visto, por muitos, um dos melhores do festival.

 
     
  2º dia: 18/06/2004  
     
 

O segundo dia do festival tocaram Síndrome do Caos (DF), República Djou (SP), João Ninguém (DF), Brazilian Blues Band (DF), Os Cachorros das Cachorras (DF), Supla (SP), Bugs (RN), Rumbora (DF), Lata de Doido (DF), Carbona (RJ), Nancyta e os Grazzers (BA), Marcelo D2 (RJ), Flores Indecentes (GO), Cachorro Grande (RS), Etno (DF) e O Rappa (RJ). Neste dia teve o público maior do Porão do Rock, também era do dia do Rappa e Marcelo D2 que realmente balançaram a galera.

Bom, Marcelo D2 detonou, sem comentários, o vocalista do Planet Hemp fez um som espetacular, misturando eletrônico com rock, foi o delírio. Com uma disposição de criança, Marcelo D2, que faz em média 16 shows por mês, cantou grandes sucessos e incendiou a platéia do Porão.
“D2 arrebenta!!!! Galera, o show foi ducaralho, meu irmão...que isso? subiu uma mina (da platéia) no palco, e duetou com o D2. ela teve seus minutos de fama, aheeee! foi massa! até que a guria manda bem...mas depois pintou um clima... será que ela vai sair do palco/” (por Luiza A)

O Rappa para muitos fãs foi um pouco fraco, pareceu que, depois da queda de energia elétrica, o Rappa apagou junto, começou desesperadamente tocar os sucessos na moda "vamos acabar com isso" e sem bis, terminaram o show, lógico, uma banda como o Rappa teve grandes momentos, "Me deixa", "A minha alma", "Pescador de ilusões" e "Hey Joe" foram únicos, levantaram a poeira e foi o delírio do público.

Síndrome do Caos começou no ritmo do dia, tocaram muito bem, apesar de não ter alguma dezena de pessoas. "Do caos a Lama" foi um dos melhores covers do festival.

Enquanto isso no outro palco, República Djou mandou muito tocando um ritmo bem legal, empolgante e dançante, a banda de Sampa agradou bastante.

A banda João Ninguém misturou Jazz, MPB e Rock, o resultado ficou ótimo, lembrando a idéia do Circo voador no Rio de Janeiro no começo da década de 80, por sinal, que show bom...

Brazilian Blues Band fez o público cantar, músicas "Marginal" e "Aumenta que Isso aí é rock'n'roll" escutava-se de longe, taí, a banda empolgou muito o festival.

Claro que Os Cachorros das Cachorras surpreenderam, seria novidade se não, com um desentupidor de pia como "tapa-sexo" segurando um guarda-chuva quebrado o vocalista Cafagérson empolgou o público, a banda tocou sons regionais que animou a todos.

Agora foi a parte feia do Festival, Supla entrou empolgado, parecia ser um bom show, mas a recepção de Brasília foi bem “calorosa”, o objeto jogado no baterista da banda foi certeiro, acertou a cabeça do baterista , levado as pressas para o socorro, a banda tocou apenas 2 músicas. “Estava ansiosa para o show do Papito, para quem não conhece: Supla. Pois bem, logo quando cheguei no final da segunda música do charada, aconteceu um fato que chocou todos e inclusive os fãs. O baterista levou uma pedrada, vocês acreditam? é isso mesmo uma pedrada no meio da testa... moral da história: rolou um puta sermão, o papito saiu furioso, não assistimos o show e além do mais Brasília continua mantendo a fama de capital da baixaria. Que merda!!!” (por Luiza A)

A banda Bugs, às pressas entrou no palco, ninguém imaginava que algum asno interrompesse o show do Supla, o show foi um pouco apagado com o incidente, a banda do Rio Grande foi prejudicada com o ocorrido anteriormente, mas fizeram um bom rock alternativo.

A representante da organização do Porão foi a banda Rumbora, sempre empolgando o público, tocaram covers "Dancing with myself" do Billy Idol e "War pigs" do Black Sabbath e receberam os convidados Natinho (Radical sem dó) e Digão (Raimundos), o show foi muito importante para o reinicio das atividades do festival.

A banda Lata de Doido mostrou bastante personalidade mas não empolgou muito o público, ouviram-se vozes de Capotones no meio da platéia exigente do 2º dia.

O incidente do Supla foi superado, de fato, quando entrou a banda Carbona, arrebentaram em palco, o show foi delirante, um dos melhores shows da noite, tocaram cover de "Rockaway Beach" dos Ramones, a galera foi só sorrisos, pediram músicas do começo ao fim, resultando em uma grande apresentação.

Nancyta e os Grazzers foi um outro show que surpreendeu, cantaram o cover de "Ace of Spades" do Motorhead, mostrou um som bem pesado e legal de escutar.

Goiânia trouxe sua banda também, Flores Indecentes tocou seu indie e foi bem aceita pela galera, a pose da vocalista agradou o público masculino.

A banda apadrinhada do Lobão, Cachorro Grande tocou seu rock1'n'roll, com alguns sucessos de vídeos clips da banda, a platéia curtiu o som com empolgação, tocaram um cover dos Beatles "Helter Skelter" com Lobão e "Charlotte Grawpine" com o vocalista Fabrício do MQN, finalizando com um "bundalêlê".

Etno sons regionais, instrumentos pesados, assim é o Etno, apesar da espera do Rappa, o show foi muito bom e muito legal, a sonoridade da banda melhorou muito, agradou todos que viram.

Foi isso ai, o Porão mais uma vez um sucesso e a Ong mais uma vez de parabéns, o Porão do Rock é o monstruário das bandas de Brasília e da região, aguardaremos versão 2005